Enquanto se esperam
as naus do reino...

JOÃO ARANHA

Palavras com História / 5
224 pp

Formato: 16cm x 23,50cm
ISBN: 978-989-8025-62-3
Data de Publicação: Outubro de 2008
PVP: 17,30 euros


ERRATA P.138
'...que se soltassem os aplausos!'
 

As memórias de quem viveu os últimos anos do Estado Português da Índia.

Um relato histórico dos acontecimentos, com revelações inéditas. Uma crítica das decisões tomadas pelo governo português, nos planos político e militar. Uma narrativa autobiográfica, com excertos do Diário escrito em cativeiro.

SOBRE O LIVRO:
“A história da queda de Goa está, aparentemente, feita ― mas a verdade é que nenhuma história está algum dia feita. O livro que agora chega às mãos do leitor prova-o flagrantemente: na minúcia diarística de uma observação informada e sagaz, crua muitas vezes, lúcida sempre, renasce com nitidez o absurdo dos últimos dias da Índia Portuguesa, como dificilmente poderia renascer no rigor seco de estudos académicos ou de relatórios militares. (…) Os dias penosos do cativeiro, as humilhações gratuitas… as pequenas cobardias dos pequenos homens e os rasgos generosos e grandes que só se conhecem nos momentos de apuros… o «pão duro», «bolorento», «azedo» e «intragável» que lhes é atirado, a multidão ululante que cerca ameaçado­ramente o campo de prisioneiros… o «desvario salazarista» que faz anunciar na Emissora Nacional que «ainda se combate nas florestas e nas ruas de Goa», a noite de Natal passada em silêncio… e os abraços de comoção das horas graves ― tudo isto atravessa o livro de João Aranha…” in Prefácio de Jorge Morais

SOBRE O AUTOR:
João Aranha.
Viveu os dramáticos acontecimentos que culminaram na anexação pela União Indiana da Índia Portuguesa: era oficial de cavalaria do esquadrão «Afonso de Albuquerque» e comandou a segunda divisão da Polícia do Estado da Índia. Foi preso pelos invasores indianos. Permaneceu em cativeiro durante 5 meses.
Tem colaborado com os jornais «Record» e «A Bola» (crónicas de desporto) e «Correio da Manhã» (crónicas de tauromaquia). Foi Vice-Presidente e Director do Departamento de Futebol do Sporting. Foi Presidente do Grupo Desportivo da CUF, Presidente da Associação de Futebol de Lisboa e o primeiro Presidente da Liga de Futebol.
Tem quatro filhos e nove netos. No desempenho de diversas funções ficou a conhecer meio mundo. Vive em Cascais, depois de ter passado pelo Alentejo e Ribatejo, e também pela capital do reino.

“Aqui, infe­lizmente, não tínhamos quaisquer batalhões constituí­dos, não dispú­nhamos sequer de uma pequena avioneta, não tínhamos armamento anti-carro nem artilharia, nem transmissões, nem qualquer apoio logís­tico. E estávamos obrigados a cumprir um plano que nos mandava defender até ao sacrifício total, para salvação de um mito.” Excerto do Diário do Autor