Salazar
e a Revolução em Portugal

MIRCEA ELIADE

Ideias / 17
256 pp

Formato: 16cm x 23,50cm
ISBN: 978-989-680-028-4
Data de Publicação: Março de 2011
PVP: 17,90 euros
 

Uma obra inesperada e surpreendente, saída da pena de um autor que escrevia e pensava de uma forma acutilante.

É de poucos conhecido o tremendo fascínio que a figura, o ideário e o estilo de governação de Salazar exerceram sobre Mircea Eliade.
Escrita em romeno e publicada apenas em Bucareste, muito badalada na imprensa portuguesa da época mas nunca vertida para a nossa língua, esta obra, que acabou por ser esquecida, mais que qualquer outra lançou as bases para a construção do mito luminoso do fundador do Estado Novo, interpretando o seu pen­samento e a sua acção política no contexto da «balbúrdia sanguinolenta» em que Portugal, no primeiro quartel do século XX, estava mergulhado.
Inclui uma narração empolgante dos mais marcantes acontecimentos da nossa História, do consulado pombalino ao colapso da Primeira República, uma bio­grafia sintética de Salazar e uma análise dos fundamentos das políticas salazaristas.

OS CAPÍTULOS DA OBRA:
Portugal no século XIX | Os eruditos e a revolução | As lutas partidárias | O regicídio e a implantação da República | “Balbúrdia sanguinolenta” | A ditadura de Sidónio Pais | A guerra civil | Salazar: de Santa Comba a Coimbra | Salazar: estudante e professor em Coimbra | Salazar: um dia no Parlamento… | A revolução de 28 de Maio de 1926 | Salazar: ditador das Finanças | Uma revolução espiritual | O Estado salazarista | Quinze anos mais tarde…

SOBRE O AUTOR:
Mircea Eliade (Bucareste, 1907 - Chicago, 1986) é hoje universalmente reconhecido como a maior referência na história e pensamento sobre as religiões. Professor na Sorbonne e na Universidade de Chicago e doctor honoris causa pelas maiores universidades europeias, publicou algumas das mais citadas obras nesta área do saber, como, por exemplo, Tratado da História das Religiões, O Mito do Eterno Retorno, Aspectos do Mito e esse trabalho incontornável intitulado O Sagrado e o Profano. Afirmou-se ainda como um grande romancista e novelista, com mais de vinte títulos de ficção dados à estampa, o que lhe valeu abalizados prémios literários. Antes de atingir esse patamar de extraordinária notoriedade, porém, talhou o seu percurso de aprendizagem com diversas viagens e estadas mais longas em alguns países, como a Índia, a Inglaterra e Portugal. Entre 1941 e 1945 permaneceu em Portugal como diplomata da embaixada da Roménia, entre Cascais e Lisboa. Fascinado pelos princípios estruturais do Estado Novo e pelo seu líder, acreditando que deveriam ser estes os ideais a seguir também pela sua Roménia, escreveu este livro em 1942.

Esta obra foi publicada por iniciativa e com a orientação científica do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e foi coordenada por Carlos Leone, José Eduardo Franco e Rosa Fina.

O CLEPUL considerou ser uma falta grave não trazer a lume, em língua portuguesa, este livro que, tendo sido escrito por um dos pensadores mais influentes do século XX, é imprescindível para compreender o Estado Novo e o seu impacto nas elites intelectuais e políticas, nacionais e estrangeiras.