A presença do abjecto no surrealismo Português

RUI SOUSA

Ensaios / 42
172 pp

Formato: 16cm x 23cm
ISBN: 978-989-680-194-6
Data de Publicação: Novembro de 2016
PVP: 14,90 euros
 

Em 1966, numa entrevista ao Jornal de Artes e Letras, o poeta português Pedro Oom, recuperando o singular mote abjeccionista para pensar a sociedade portuguesa, perguntava: “Que pode fazer um homem desesperado, quando o ar é um vómito e nós seres abjectos?”

 

O Abjeccionismo continua a ser um dos aspectos mais peculiares no que respeita à experiência surrealista em Portugal. Neste trabalho, o autor, partindo de diferentes leituras que têm sido feitas da vertente abjeccionista, propõe-se procurar algumas raízes para essa manifestação no próprio contexto internacional do Surrealismo, ao mesmo tempo que alarga a categoria do abjecto aos diversos momentos do movimento português, num percurso que vai de Apenas uma Narrativa, de António Pedro (1942), a alguns autores representativos do Grupo do Café Gelo, nas décadas de 50 e 60, como Mário Cesariny, Alexandre O’Neill e Luiz Pacheco.

 

SOBRE O AUTOR:

Rui Sousa. Licenciado em ‘Estudos Portugueses’ e Mestre em ‘Estudos Românicos - Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea’ pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Investigador do CLEPUL, desenvolve uma tese de Doutoramento na qual procurará definir uma ideia de pensamento libertino a partir das muitas definições que o conceito foi conhecendo. Colabora no projecto do CLEPUL dedicado à Cultura Negativa em Portugal e tem participado em diversos encontros científicos, tendo também organizado os congressos Portugal no tempo de Fialho de Almeida (2011) e Surrealismo(s) em Portugal (2013). Tem publicado ensaios sobre literatura portuguesa moderna e contemporânea, ocupando-se de autores como Bocage, Eça de Queirós, Fialho de Almeida, Abel Botelho, Teixeira de Pascoaes, Irene Lisboa, Natália Correia e, com mais regularidade, de temas associados ao Orpheu e aos diferentes contextos e momentos do Surrealismo em Portugal.