Diogo
de Teive
Obra Completa

ANTÓNIO GUIMARÃES PINTO

Novilatina / 2
984 pp

Formato: 17cm x 24cm
ISBN: 978-989-680-071-0
Data de Publicação: Dezembro de 2012
PVP: 28,90 euros
 

Tradução, transcrição, introdução e notas:
António Guimarães Pinto

Uma das figuras maiores do Humanismo português, Diogo de Teive cultivou num latim primoroso quase todos os géneros literários. Vítima no seu tempo da inveja dos colegas medíocres, a sua obra também tem sido apreciada de modo incompleto e hoje é conhecida apenas nas vertentes historiográfica e dramatúrgica. Ao empreender a edição bilingue da obra completa do ilustre bracarense, António Guimarães Pinto procurou pôr à disposição do público em geral e dos investigadores da cultura portuguesa do século XVI em particular um acervo de obras nas quais, além das facetas já conhecidas de cronista do segundo Cerco de Diu e de tragediógrafo, será possível tomar contacto com o inspirado orador académico, o pedagogo de príncipes, o doutrinador político-social, o hagiógrafo e, sobretudo, o inspirado poeta, fiel à lição de Horácio, e em que um estoicismo cristão, de abrasada religiosidade roçando por vezes o misticismo, vai de par com acentos de cruzadismo imperialista, nas inúmeras passagens em que incentiva o ainda menino D. Sebastião à conquista de Marrocos.

Diogo de Teive
Nasceu em Braga, em 1513 ou 1514, e faleceu em data indeterminada, posterior a 1565. Avulta como uma das grandes figuras da literatura novilatina portuguesa de Quinhentos, não desmerecendo ao lado de nomes de compatriotas seus contemporâneos com ampla projecção europeia, como foram D. Jerónimo Osório, cognominado “o Cícero lusitano”, devido à perfeição do seu latim, André de Resende ou Damião de Góis, o célebre historiador, amigo de Erasmo e Lutero. A sua obra reparte-se por quase todos os géneros literários, desde a oratória à poesia, passando pelo teatro e a historiografia, e tanto o seu percurso literário como biográfico são uma boa amostra da riqueza e evolução, por vezes aparentemente contraditória, da cultura lusitana do século XVI. De facto, tendo iniciado a sua vida académica em Salamanca, prosseguiu em Paris os seus estudos, no célebre Colégio de Santa Bárbara, onde adquiriu uma sólida formação humanística que o habilitou para a docência do latim, atividade que desenvolveu com tal proficiência que mereceu ser convidado para integrar o corpo docente de uma das mais prestigiadas instituições de ensino da França de então: o Colégio da Guiena, em Bordéus, à frente do qual se encontrava nessa época, como “principal” (ou director), o também português André de Gouveia. Por mediação deste fez parte do grupo de professores que o rei D. João III contratou em França e destinou para a docência no Colégio das Artes, em Coimbra, cidade para a qual transferira em 1537 a Universidade portuguesa, até então sediada em Lisboa. Após um breve período de actividade profissional, em que teve como discípulos muitos adolescentes destinados a integrar o escol intelectual e social português, foi denunciado como herege à Inquisição, que o prendeu em 1550 e em cujos cárceres permaneceu cerca de um ano.

António Guimarães Pinto
É licenciado e mestre em Estudos Clássicos pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e doutor em Letras (área do conhecimento da literatura latina) pela Universidade do Minho. Leccionou na Universidade de Granada (Espanha) e na Faculdade de Filosofia de Braga e é actualmente professor de Língua Latina na UFAM (Universidade Federal do Amazonas), em Manaus, Brasil. Tem cultivado a investigação sobretudo na área do Humanismo português, possuindo ampla bibliografia, quer como tradutor, quer como estudioso, relacionada sobretudo com D. Jerónimo Osório, António Luís, António Pinto, Jerónimo de Brito, André de Resende, Diogo de Paiva de Andrade, Diogo de Teive, Pedro Nunes e Erasmo.

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