mato-me!
120 pp
Prefácio de Fernando Alvim
ISBN: 978-989-8025-31-9
Data de Publicação: Julho de 2007
PVP: 15,90 euros
Este conjunto de crónicas tragi-cocó-micas resulta de um prolongado processo de perturbação emocional e psíquica, onde, nos seus momentos mais críticos, cheguei a hesitar entre a mudança de sexo e o cultivo de uma espécie de tomates especialmente saborosos em contexto de saladas.
Umas vezes sob cavalar medicação, outras vezes abandonado à sorte de um descontrolo feroz, o impulso da escrita arrancou-me das entranhas as personagens mais bizarras e atormentadas, de mão dada, contudo, com outras não menos ordinárias, aputalhadas ou com furúnculos nas partes.
Na secção Loirices, acolhi na pena um tipo peculiar de mulheres que fizeram questão de habitar-me, talvez por causa do meu odor corporal. Mulheres cruas e belas de força e esperteza. De inteligência e ironia.
Nos capítulos Outras e Outros, desfilei mulheres e homens de todos os géneros e que andam por aí, patéticos e infelizes, ou alegremente náufragos.
Em Vidas, desencantei os pormenores risíveis do mundo e da vidinha.
Finalmente, em Alter-egos expus desavergonhadamente a multidão de parvos que jogam às cartas na minha cabeça.
António Manuel Revez nasceu no ano em que os americanos (supostamente) foram à lua, e cujos dois últimos dígitos são habitualmente referenciados para qualificar a prática sexual mais porca que existe. Ora, esse facto, associado a uma parvoíce galopante, não dão grandes hipóteses de afirmação na vida séria, mas abrem um caminho luminoso de sucesso na carreira de figurante de filmes domésticos.
É casado, imaginem, e vive desterrado no Alentejo profundo, onde ninguém lhe passa cartão. Por piedade, pagam-lhe uns trocados para escrever peças de teatro, guiões e argumentos, e fazer programas de rádio.
É amigo do Zé Rato, que já foi nadador-salvador antes de se ter metido na bebida.
É autor dos livros: O pénis do Jeremias, Maravilhoso Mundo Novo e O frio que faz na cama.
