Recuperação dos textos
originais de 1868
176 pp
ISBN: 989-8025-07-7
Data de Publicação: Julho de 2006
PVP: 15,70 euros
Mais uma obra de Ramalho Ortigão que está há muito afastada do mercado. Esta colectânea, com impressões de uma viagem que o autor realizou a Paris, não é publicada, que tenhamos conhecimento, desde 1943. Nesta edição, recuperamos e actualizamos ortograficamente os textos originais de 1868.
"A primeira obrigação de um viajante bem-educado, ao regressar de algum país sublunar, é conversar em modo que se lhe não perceba nem o intuito mais remoto de querer leccionar alguma coisa a quem o ouve ou a quem o lê."
"Não há outro remédio nestes casos senão fazer o que eu fiz: arranjar a mala e partir. Para onde? para qualquer parte. Para quê? para voltar depois, porque se volta melhor do que se foi; mais instruído, nem sempre; mais ensinado, sim."
"Pune-se o homem que adultera os géneros alimentícios, por que se não há-de punir o sujeito que adultera os géneros literários? (…) Um livro avinagrado pode ser tão nocivo à saúde pública como uma garrafa de água-pé tingida com sangue de carneiro. (…) Com o vinho estragado pode-se fazer graxa de lustro, e com um pedaço de presunto bichoso faz-se uma isca envenenada para os ratos, ao passo que com um romance falido nem se substitui, que me conste, uma ratoeira, nem se pode mandar engraxar uma bota."
